sábado, 4 de dezembro de 2010

Sem mais

Outro dia, sem mais, começaram a me vir umas ideias... ideias, talvez, toscas ou prosaicas, mas que me levaram a outro lugar. O lugar não importa tanto, antes importa a reflexão, a tentativa de ver em meio a tantas sombras e limitações oferecidas em qualquer esquina, atrofiantes, e num estado maior de "pureza". Uma pureza bem trabalhada e facilitada ao máximo.
Então, pensava em como é difícil pensar, em como é difícil se dar conta do limite, ele está lá, você está imerso e não consegue ver o quanto. O tempo, esse escapa. O amanhã é sempre melhor. Hoje não tenho ideias. As que tenho, não servem. Jogo os jogos já jogados e mesmo sabendo os resultados, me sinto feliz, ou, seguro. Arriscar? Quanto? Por quê e pra quê? E pra que pensar nisso? Já pensaram, já disseram, já poetizaram e já tornaram "história". Aliás, dito, parece que tudo está. A questão agora é intertextualidade e arranjos novos. Os motivos, talvez mudem. No entanto, isso depende do seu horizonte apreciativo, ou ainda, das suas experiências e leituras de mundo. A imersão. Dessa tentamos fugir, mas não muito eficazmente. Uns pulos aqui, outros ali e enxergamos momentaneamente por sobre os muros que nos cercam em nós mesmos. Parece simples, mas é complexo "escrever" sobre o mesmo e o "outro" de forma diferente. Tudo está interligado e as coisas não são uma ou outra... Estão todas ali, caóticas e indo de encontro aos seres que acostumados precisam separar, organizar e classificar, e por isso, sem nem se questionar, excluem o outro de seu "eu", imaginando seguramente que as coisas são de uma forma ou de outra, quando, na verdade, elas são isso e aquilo e mais até. Não espero finalizar uma reflexão. Não espero dizer algo realmente não inundado por meus horizontes apreciativos.











Espero apenas dizer e, talvez, não estar falando sozinha, outra vez.

1 comentários:

  1. Depois de ler esse post, eu nem deveria comentar, ou se fosse fazê-lo, deveria buscar palavras bonitas no Google ;)

    :*

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